GEE - Gases do Efeito Estufa

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Escrito por Administrator
Seg, 24 de Maio de 2010 17:06

 

Com o advento da Revolução Industrial houve um sensível aumento na emissão de gases efeito estufa devido à substituição de trabalho manual por máquinas de produção em grande escala. A queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e as queimadas decorrentes dos desmatamentos serviram e ainda servem ao homem em suas necessidades e para seu desenvolvimento. Mas, ao mesmo tempo, causaram alguns danos ao meio ambiente. Esse agravamento parece estar fortemente atrelado ao desenvolvimento econômico e ao consumo humano e o meio ambiente começa a dar seus primeiros sinais de saturação.

 

As atividades que contribuem para o aumento das concentrações de GEE são:

 

  • Energia 57%
  • CFC 17%
  • Agricultura 14%
  • Desmatamento 9%
  • Indústria 3%

 

Pode-se observar que mais da metade da contribuição dos GEE dá-se no setor de energia, onde é feita a queima dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para as finalidades de transporte e obtenção de energia elétrica. Em segundo lugar nas contribuições, está o gás CFC, que já vem sendo controlado através do Protocolo de Montreal. As atividades relacionadas à agricultura vêm logo em seguida, com a liberação de metano para a atmosfera: o cultivo de arroz e a atividade pecuária estão entre as atividades que emitem metano na agricultura. O desmatamento contribui bastante para a emissão dos gases de efeito estufa, através das queimadas. Em último lugar, na contribuição dos GEE para a atmosfera, estão as indústrias. Deve-se atentar que as indústrias estão atreladas à produção de energia e fabricação dos gases CFC.

 

A atmosfera que conhecemos, e que nos garante vida na Terra, é constituída de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases como o dióxido de carbono, argônio, hélio, hidrogênio e outros. Alguns destes gases constituintes da atmosfera são responsáveis pelo efeito estufa.

 

O efeito estufa é um fenômeno natural que possibilita vida na Terra. Os principais gases constituintes da camada estufa são o vapor d’água, dióxido de carbono, óxido nitroso, metano, óxido de enxofre e funcionam como um cobertor, diminuindo a quantidade de radiação infra-vermelha reemitida pela Terra para o espaço. Este efeito torna a Terra um planeta habitável para nós, com uma média de temperatura de 15°C. Se não houvesse essa camada de gases estufa, a superfície terrestre poderia sofrer grandes variações, dificultando a sobrevivência de muitas formas de vida.

 

De acordo com a WRI, excluindo-se a Groelândia e a Antártida, cerca de 25% da superfície terrestre é coberta por florestas. Nos países desenvolvidos a área florestal vem aumentando ligeiramente desde 1980. Nos países em desenvolvimento, no entanto, a área florestal diminuiu quase 10% neste mesmo período. As ameaças mais representativas às florestas são a conversão e a fragmentação destas para outras finalidades. A derrubada indiscriminada para a construção de estradas, a abertura de caminhos para atividades mineradoras e madeireiras e a caça animal estão entre alguns dos fatores de enfraquecimento das florestas tanto do seu ponto de vista estrutural, como no ponto vista da biodiversidade lá encontrada.

 

Os ecossistemas florestais provêm alimentos, madeira para diversas finalidades, além de apresentarem uma série de benefícios ambientais, como o de redução nos riscos de erosão dos solos, a produção de água de boa qualidade para as bacias hidrográficas e o abrigo de aproximadamente 2/3 da biodiversidade terrestre conhecida. Cerca de 2/3 do território brasileiro são formados por florestas.

 

A floresta Amazônica, por exemplo, a maior floresta tropical do mundo, cobre 47% do território nacional e tem cerca de 50 bilhões de m 3 de madeira em uma diversidade de aproximadamente 4.000 espécies arbóreas. O Pantanal, a maior planície inundável do mundo e outros biomas, como o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, são outros ecossistemas florestais de importância. As florestas nativas brasileiras chegam a cerca de 550 milhões de hectares.

 

O setor florestal no Brasil apresenta um consumo de madeira de espécies nativas e plantadas que gira em torno de 300 milhões m³/ano. Gera empregos diretos e indiretos para aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerou um PIB de 21 bilhões de dólares em 1998. Há um incremento médio anual de plantio de 150.000 hectares de formações florestais, o que representa uma demanda crescente desta matéria-prima. O Brasil é ainda o maior produtor mundial de madeiras tropicais e o 5° maior produtor industrial de produtos de madeira. Esses números colocam o país em uma posição vantajosa e de respeito diante do setor florestal mundial e das condições para implantação de novas florestas. Além disso, possui a maior biodiversidade do mundo, com mais de 20% de todas as espécies do planeta. No sentido de preservação desses biomas e da biodiversidade contida neles, o reflorestamento com espécies plantadas pode ser uma saída para se evitar a pressão exercida sobre as florestas nativas.

Última atualização ( Sáb, 29 de Maio de 2010 17:09 )